O empresário Amarílio Macêdo, acionista do Grupo J. Macêdo ; Vilmar Ferreira, fundador do Grupo Aço Cearense ; a empreendedora e fundadora da Somos Um – Holding Social, Ticiana Rolim; Gaída Dias , empresária e comunicadora; Carlos Calado , ex-reitor da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE); e a ex-reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Ana Deise Dória , estão entre os apoiadores do Manifesto Pró-Brasil, iniciativa suprapartidária em defesa da soberania nacional e da democracia.
Com apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, o movimento inclui representantes de diferentes setores e correntes políticas e propõe a convergência em torno da estabilidade das instituições, do desenvolvimento social e do diálogo entre divergentes.
A proposta busca aproximar setores da esquerda, do centro e da direita, dirigindo-se especialmente aos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno ou se abstiveram. O documento defende que restrições ao candidato e divergências políticas não impeçam uma mobilização conjunta pela preservação das instituições e das liberdades democráticas.
Em um momento decisivo da história política do país, o Manifesto Pró-Brasil surge como uma iniciativa suprapartidária estruturada para unir forças heterogêneas — da esquerda progressista aos setores de centro e direita moderada — em torno de um projeto nacional pautado pela soberania, civilidade e desenvolvimento inclusivo. O documento faz um apelo direto aos eleitores com restrições ou descontentamentos individuais para que coloquem o futuro republicano acima de divergências pontuais, justificando o apoio a Luiz Inácio Lula da Silva como uma escolha estratégica pela preservação das instituições e da estabilidade democrática.
O manifesto enfatiza que a autonomia do Brasil não é negociável. Recursos fundamentais como a terra, a água, as reservas de petróleo, os minerais e a biodiversidade, além do processo eleitoral e de inovações nacionais — a exemplo do Pix —, constituem patrimônios soberanos da sociedade brasileira que não devem estar sujeitos à tutela externa. De acordo com o texto, a verdadeira independência se traduz na capacidade de autodeterminação, garantindo que o crescimento econômico resulte em melhoria concreta na qualidade de vida: salários dignos, saúde acessível, moradia e proteção social.
"Soberania, democracia e liberdade são direitos inegociáveis. Nós, brasileiros, jamais negligenciamos dessa defesa. Nenhuma potência estrangeira pode interferir nas nossas decisões, no nosso destino. Por isso, neste momento que estamos vivendo, corremos o risco dessa página ser virada contra os brasileiros. Nós não podemos deixar de ir à urna votar porque esse momento é irreversível. Ou a gente acerta ou o erro durará um tempo indeterminado", afirma o empresário Amarílio Macêdo, um dos idealizadores do grupo.
"Para que a gente não volte pro mapa da fome, tenha vacina no braço, investimento em ciência e tecnologia. Para que a gente tenha cultura valorizada para curtir as nossas brasilidades, a floresta em pé com os povos indígenas valorizados, a liberdade religiosa e a gente tenha redução de pobreza. E por tudo isso e um tanto mais, por humanidade, eu não esqueci o que aconteceu na pandemia, por humanidade, por democracia, eu apoio o manifesto pro Brasil. Vem com a gente também nessa união pelo Brasil", defende Ticiana Rolim, empreendedora e fundadora da Somos Um - Holding Social.
O Manifesto Pró-Brasil dirige-se aos eleitores que optaram por outras candidaturas no primeiro turno ou que se abstiveram. O texto assinala expressamente que não é preciso ser lulista para reconhecer o tamanho do desafio. O que une o grupo não é a unanimidade em torno de um nome, mas a convicção de que o país não pode tomar o rumo da extrema direita.
A proposta rejeita métodos pautados pelo confronto, pelo armamentismo e pelo desrespeito aos fatos, convidando a sociedade a construir uma convergência democrática sólida, capaz de assegurar a liberdade de expressão, de discordância e de crença sem receio de retaliações autoritárias.
"Por cidadania, por obrigação cidadã, eu queria me manifestar aqui a favor da manutenção da democracia, da Constituição, do que diz a Constituição em relação à inclusão social, ao respeito pelas liberdades individuais e coletivas, ao respeito pelo investimento em educação, em cultura, em transporte e ao papel que o Estado tem", destaca o jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho, o PVC.
Outro eixo central do manifesto é o fortalecimento do conhecimento e da inovação científica produzidos no país. O documento destaca o apoio expresso de reitoras e reitores das universidades federais brasileiras ao projeto, argumentando que nenhum desenvolvimento nacional sustentável é viável sem investimentos rigorosos em ensino superior, pesquisa técnica e valorização dos docentes.
"Foi o dirigente desse país que mais investiu na educação e na educação superior, nos deu a oportunidade aos reitores à época das universidades federais desse país de expandir as universidades federais, interiorizando, criando a oportunidade de colocar cursos no interior desse país em várias cidades, dos vários estados e do Distrito Federal. Para que a gente possa ter cada vez mais oportunidades para os jovens, os adultos, as crianças desse Brasil tão imenso e que tanto precisa de um gestor qualificado, experiente e responsável como é o presidente Lula", ressalta Ana Deise Dória, ex-reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
SOBRE O MANIFESTO PRÓ-BRASIL
O Manifesto Pró-Brasil é uma declaração pública de compromisso com a democracia, a soberania e o desenvolvimento social. Mobilizando cidadãos, trabalhadores, acadêmicos e lideranças sociais, o movimento busca garantir a estabilidade das instituições democráticas e promover um futuro de prosperidade e civilidade para todas as gerações de brasileiros.
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